Mais uma noite de insónia. Os comprimidos não ajudam. Então, de volta aos básicos: a escrita. Há uns anos atrás, acordava a meio da noite assustada, nervosa, banhada em suor e às vezes em lágrimas e nunca sabia do que era. Hoje as insónias permanecem. E aqui estou eu, às quatro da madrugada.
Afinal, que faço eu aqui ? Escrevo, apenas, sem sentido nem destino, sem saída. Sem saída... Se calhar é isso que me atormenta, noite após noite - não há saída para o labirinto infindável que é a minha mente, já lhe conheço todos os cantos e recantos e ainda assim fico presa qual Alice no País das Maravilhas por causa do "mundo lá fora".
Não comas isto, não faças aquilo. Não fumes, não bebas, não fodas. Sê a menina que tens de ser. Faz isto enquanto sais do labirinto e o mundo lá fora cá te espera. E foi o que fiz - com algumas nuances, claro. No meio do labirinto nem tudo são rosas.
Mas tudo parece mau, tudo parece um desastre até haver aquela pequena luz branca lá no fundo que nos diz que se calhar tudo vai ficar bem. Se calhar o próximo troço vai ser melhor que este - é capaz de haver menos dragões para matar. Mas, se os houver, venham eles. Quem mata um, mata vinte.
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