quinta-feira, 2 de abril de 2015

Acordar, levantar, vestir. A vontade é pouca mas obrigo-me a fazer coisas porque não posso parar. Há muito tempo atrás, alguém que ficou perdido no passado me ensinou que parar é morrer. E então faço tudo. Saio da cama, como, lavo os dentes e, acima de tudo - nunca baixo os braços. Ás vezes, quando a insegurança e a vulnerabilidade atacam em força, olho ao espelho e digo àquele reflexo: "tu és capaz". E sou, diabos me levem se não sou. 

Estão a ver, poucos são os dias em que acordo com real vontade de sair da cama. Porque dormir acaba por ser melhor que enfrentar a realidade. Felizmente, a minha realidade é melhor que a de muita gente, tenho um tecto e uma família que nunca me abandonou, e posso ter poucos amigos mas mais vale poucos e bons. O pior de ter de enfrentar a realidade é enfrentar-me a mim mesma todos os dias. É ter de criar uma rotina porque não tenho uma, é ter de olhar todos os dias para os classificados e para a merda dos sites de emprego e perceber que se calhar não há saida sem ser além-fronteiras. 

A minha luta começa aí... E não acaba nunca. 


 
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